Era uma vez...
Mas não real,
Um pobre homem
Que se arrastava,
Um já profissional,
Que caminhava com largos passos
Nos caminhos de cabras, entre arrastos.
Os seus vizinhos sempre lhe perguntavam:
“Como está?”
E ele sempre respondia:
“Por cá estou, sobrevivendo…”.
Tinha uma vida para trás
Que ninguém conseguiria imaginar,
E aquele ingénuo “Como está?”
Sempre lhe fizera pensar…
Nas suas longas caminhadas,
Nas suas paragens para repouso:
“pois estou, pois por cá estou,
O tempo cá também passa e mais longe não vou.”
Uns quantos arrastos e dias depois:
“Onde está?” – perguntaram os quotidianos
Ao que lhes responderam vozes vazias:
“Por cá esteve, por cá sobreviveu,
Mas que a sua vida não lhe valiam os arrastos
Foi o que ele entendeu.”
Mas não real,
Um pobre homem
Que se arrastava,
Um já profissional,
Que caminhava com largos passos
Nos caminhos de cabras, entre arrastos.
Os seus vizinhos sempre lhe perguntavam:
“Como está?”
E ele sempre respondia:
“Por cá estou, sobrevivendo…”.
Tinha uma vida para trás
Que ninguém conseguiria imaginar,
E aquele ingénuo “Como está?”
Sempre lhe fizera pensar…
Nas suas longas caminhadas,
Nas suas paragens para repouso:
“pois estou, pois por cá estou,
O tempo cá também passa e mais longe não vou.”
Uns quantos arrastos e dias depois:
“Onde está?” – perguntaram os quotidianos
Ao que lhes responderam vozes vazias:
“Por cá esteve, por cá sobreviveu,
Mas que a sua vida não lhe valiam os arrastos
Foi o que ele entendeu.”